O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apresentou o resultado da Operação Lenhador, de fiscalização a 65 empresas ceramistas, iniciada dia 3 e concluída nesta quinta,16, em 16 municípios do oeste/sudoeste e um no norte da Bahia.
Além de 33 autos de infração, resultando no valor de R$ 959.349,10 em multas administrativas aplicadas e emissão de cinco autos de notificação, os fiscais embargaram e interditaram sete empresas ceramistas; lavraram 25 termos de apreensão e depósito; apreenderam sete caminhões e 1.833,1 estéreis de lenha nativa.
O objetivo da operação, que ainda verificou as licenças ambientais e os respectivos documentos de origem florestal recebidos pelas empresas, foi verificar a regularidade do uso de recursos naturais na produção de artefatos cerâmicos, como blocos e telhas. O foco foi direcionado, em especial, às empresas que consomem lenha nativa.
A ação mobilizou seis viaturas e 14 agentes ambientais federais, com apoio das unidades descentralizadas de Ilhéus e Vitória da Conquista, na vistoria a pátios e fazendas de dois fornecedores de lenha nativa para as empresas ceramistas, em Bom Jesus da Lapa e Licínio de Almeida.
De acordo com a coordenação da operação, os imóveis tiveram os pátios interditados e as atividades suspensas por inconsistência entre a quantidade de material lenhoso declarado e o que foi encontrado pela equipe de fiscalização.
Em nota a Superintendência do Ibama na Bahia destacou que a operação seguiu cronograma da Diretoria de Proteção Ambiental inserido no Plano Nacional de Proteção Ambiental (PNAPA 2012). Cabe recurso ás punições aplicadas aos ceramistas, que não tiveram os nomes divulgados.
Durante o período as equipes passaram por Bom Jesus da Lapa, Caculé, Caetité, Candiba, Carinhanha, Guanambi, Ibiassucê, Igaporã, Lagoa Real, Malhada de Pedras, Pindaí, Riacho do Santana, Rio do Antônio, Sítio do Mato, Tanque Novo, Urandi e Xique-Xique.
Fonte: A Tarde