A Região Metropolitana de Salvador (RMS) teve aumento na taxa de desemprego em março de 2012, atingindo 17,3% da População Economicamente Ativa (PEA), contra 15,8% do mês anterior. A eliminação nos postos de trabalho (28 mil no total) foi percebida de forma majoritária nos empregos precários, sem carteira assinada e ou autônomos, dotados de aspecto sazonal, típico do mês de março, quando termina o verão. Este foi o terceiro mês consecutivo com aumento no desemprego na RMS, sendo que dessa vez a PEA manteve praticamente estável (passou de 58,6% para 58,5%).
As informações foram captadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento em parceria com o Dieese, Seade e Setre. O diretor-geral da SEI, Geraldo Reis, ressalta que o aumento na taxa de desemprego por três vezes consecutivas sinaliza preocupação, cabendo um acompanhamento criterioso nos próximos boletins da PED: “As medidas expansionistas adotadas pelo Governo Federal podem resultar num maior dinamismo da economia, conseqüentemente impulsionar novamente o mercado de trabalho no segundo semestre”, explica Geraldo.
Segundo o tipo de inserção ocupacional, o contingente de trabalhadores assalariados ficou relativamente estável em relação ao mês de fevereiro de 2012 (-1 mil pessoas ou -0,1%). Houve redução no setor público (8 mil ou 4,5%) e estabilidade relativa no setor privado (4 mil pessoas ou 0,4%). Registrou-se decréscimo no número de trabalhadores Autônomos(16 mil ou 4,5%), no do agregado Outras posições ocupacionais, que inclui os empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócios familiares (7 mil ou 10,3%) e no de Domésticos (4 mil ou 2,7%).
O mês de março também costuma ser de queda na avaliação por setor da atividade econômica. Tiveram decréscimo quatro: Construção civil (8 mil/5,1%), Comércio (8 mil/2,9%), Indústria (5 mil/4,0%), e no agregado Outros setores (3 mil/ 1,8%)– que inclui serviços domésticos e outras atividades. Já o setor de Serviços foi o único apresentar a comportamento de relativa estabilidade (-4 mil ou -0,4%).
Em relação a março de 2011, foram criados 77 mil novos trabalhos (5,0%), porém insuficiente para suprir o acréscimo na PEA em 128 mil (6,9%), o que elevou o desemprego na taxa (era de 15,7%) e no contingente (mais 51 mil pessoas). Já ao ser analisado os setores da atividade econômica nesse período, o nível ocupacional decresceu apenas na Indústria (22 mil ou 15,4%).